terça-feira, 30 de setembro de 2008

Série: Atletas Brasileiros

Com esse artigo iniciamos uma série que vai procurar mostrar a um público mais amplo os atletas que praticam e se destacam no Powerlifting Brasileiro.

O powerlifting no Brasil é muita vezes considerado um esporte "undergroud",periférico, e por vários motivos:

1-Não atrai grande público;

2-Não movimenta grande capital;

3-Não atrai patrocinadores;

4-Há grande dificuldade na aquisição de material para treinos no Brasil,me referindo a material pessoal(ex:faixas,bandas,camisa e macaquinho de força e em algum lugares até o pó de magnésio) e a equipamentos(chamemos de máquinas) nas academias. Para maiores informações sobre essa dificuldade na montagem de uma estrutura básica para treinos acesse esse ótimo artigo do site portal do ferro:
http://www.portaldoferro.com/artlevbas1.htm
Vale ressaltar que a dificuldade de aquisição supracitada se dá tanto financeiramente quanto em ter acesso físico propriamente dito aos materiais,muitas vezes há de se recorrer às importações,estando sujeito a grande burocracia aduaneira do nosso país.

Todos esses pontos refletem a minha opinião(e de muitos outros) sobre a dificuldade do nosso esporte, mas cabe a mim ressaltar um outro ponto que é muito esquecido por quem se debruça sobre o problema e que me levou a escrever esse artigo: O fator humano.

Quando se fala em futebol,você se lembra de quê: Do Emirates Stadium?, o estádio de um bilhão de reais do poderoso Manchester United? Não!! Vêm a sua cabeça, Pelé,Garrincha, Romário etc.. Quando o craque do seu clube avança em desabalada carreira da intermediária defensiva e marca um gol,você lembra dos equipamentos de última geração oferecido pelo clube? Ou dos patrocinadores que bancaram o novo centro de treinamento?? De novo a resposta é não! Mas você não esquece do nome do referido craque do seu time. Esse raciocínio se estende para todos(todos mesmo) os esportes:Falo basquete,você lembra Michael "Air "Jordan;Falo Fórmula 1,vem a cabeça Ayrton Senna,Shumacher,e não um novo e mirabolante equipamento aerodinâmico de 1 milhão de dólares.

Todos esses argumentos serviram para chegarmos a uma conclusão: O esporte é feito de pessoas, por pessoas e para pessoas. Se em um esporte há grande pessoas,grandes atletas,esse será um grande esporte,uma modalidade esportiva evolui através dos seus ídolos,estes são um norte direcional para as novas gerações,primeiro se quer ser igual a eles "quando crescer", depois superá-los,e em seguida começa um novo ciclo.

Dessa minha forma de pensar veio a idéia de a partir de hoje a tirar o véu que cobre o nosso esporte que o condena ao anonimato e mostrar às pessoas os atletas que se sobressaem apesar de quaisquer dificuldades.Os critérios adotados para a escolha desses atletas são resultados?Claro,mas não só isso,pesam também a abnegação pelo esporte, pioneirismo, colaboração para seu crescimento, companheirismo. Isso torna essa lista uma lista pessoal, é verdade,mas isso não quer dizer que não ouvi outras pessoas para formular essa série,as opiniões foram bem vindas,mas a palavra final me coube e qualquer ausência injusta ou presença inadequada são de minha inteira responsabilidade.

Por último,destaco que a ordem dos atletas não implica de nenhuma maneira em superioridade hierárquica ou de importância, é aleatória e muitas vezes decorrente da facilidade ou não de se encontrar material disponível sobre os atletas,é difícil, mas espero sanar parte dessas dificuldades,conseguindo isto já estarei bem satisfeito. Em breve publicarei o primeiro artigo.

Carlos Mota

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Resultados do Campeonato Brasileiro de Supino RAW

Foto:marília coutinho
Data: 28 de setembro de 2008
Organização: FPLP (Federação Paulista de Levantamento de Potência)
Local: São João Tênis Clube, Praça Roberto Gomes Pedrosa,38- Centro- Atibaia-SP

RESULTADOS RESUMIDOS DO EVENTO :
Este é um resumo dos resultados, apenas com as colocações da categoria absoluta (open) :
http://www.levantamentodepotenciasaopaulo.com/RESUMIDOSbrasileiroraw2008.pdf

Súmula feminina:
http://www.levantamentodepotenciasaopaulo.com/sumulafemininoBRASILEIRORAW2008.xls

Súmula masculina:
http://www.levantamentodepotenciasaopaulo.com/sumulamasculinoBRASILEIRORAW2008.xls

Para ver imagens do campeonato:
http://www.flickr.com/photos/mariliacoutinho/sets/72157607570308930/
Mais fotos de campeonato na galeria da Marília Coutinho*:
http://www.flickr.com/photos/mariliacoutinho/
*Marília Coutinho é liason internacional da FPLP. O site dela está nos Links,recomendo.

Próximos eventos organizados pela FPLP:

Virada Esportiva
11 de Outubro
Local: Academia Iron Union
Rua Adolfo Andre ,529-Centro -Atibaia -SP

Campeonato de Supino e Terra de Franca
7 de Dezembro de 2008

Copa Bad Boy de Supino
21 de Dezembro
Atibaia

Mais informações no site da FPLP:
http://www.levantamentodepotenciasaopaulo.com/index.htm

Ou visitem a página da FPLP no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54281669

"A F.P.L.P. representa atletas que praticam LEVANTAMENTO DE POTÊNCIA, também conhecido como POWERLIFTING, ou LEVANTAMENTO DE PESO BÁSICO. A FPLP organiza eventos de SUPINO, LEVANTAMENTO TERRA, AGACHAMENTO e POWERBICEPS, sozinhos ou em combinações." Site da Federação

domingo, 28 de setembro de 2008

Entendendo a Periodização:Gráficos


Quadro exemplificativo da relação mensal "Intensidade VS Volume" ao longo da preparação para uma competição desportiva:

Esta relação é respeitada não só no planejamento do treino para competições de powerlifting, como no planeamento do treino na glabalidade de todos os outros desportos. O Culturismo é, ao que se sabe, a única excepção a este meio de apurar a forma competitiva. Embora sempre tenha havido um ou outro culturista que se prepara respeitando a progressão do gráfico, o facto é que a maioria fez precisamente o contrário do que o quadro refere.

Como evolui a nossa forma física? R: "Atacando" sempre com o treino no ponto mais alto da supercompensação

A linha verde representa a evolução que pretendemos para a nossa condição física. Após o treino (1), a nossa condição cai drasticamente; após um período de descanso (2) há uma supercompensação (3) da energia gasta durante o treino. Em consequência disso, a nossa condição física alcança um patamar superior ao inicial. É precisamente no ponto mais alto da supercompensação que se deve procurar "atacar" novamente com um treino. A precisão para não deixar passar esse timing ideal, nem antecipá-lo, é uma das condicionantes de maior peso na determinação do acesso ao êxito desportivo.


O seguinte gráfico ilustra o que acontece quando antecipamos o período de supercompensação por completo, submetendo-nos a novo treino antes sequer do organismo ter atingido a condição que tinha antes do treino anterior:

Resultado: Overtraining

Mais um gráfico explicativo: O momento ideal para executar novo treino coincide com o ponto mais alto da curva:



Fonte: http://www.powerlifting-pt.com/

WESTSIDE :Agachamento e Terra, com comentario do Louie Simmons

Tutorial com Técnicas de amarração da Faixa de Joelho(Knee Wrap)

Segue um bom tutorial com diferentes técnicas de fixação das faixas de joelho,no vídeo se ensina passo a passo a colocação e informa os prós e contras de cada técnica.


Video do site http://www.prowriststraps.com/home , que está na sessão de links Powerlifting equipamentos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Insane Deadlifting part 2

Mais um vídeo motivacional:Levantamento Terra,é so aumentar o som e aproveitar.

Joelho: Lesões, principais formas de tratamento e prevenção


O joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).

Nos Estados Unidos e Canadá mais de 4 milhões de pessoas necessitam, anualmente, de tratamento médico para as patologias do joelho. As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos a estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: Lesões ligamentares (distensões), tendinite patelar, condromalácia patelar e lesões dos meniscos.

Lesões ligamentares

Existem quatro grandes ligamentos no joelho: Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Ligamento Colateral Medial (LCM) e Ligamento Colateral Lateral (LCL). Dentre os quais a maior incidência de lesões ocorre no LCA e no LCM. O joelho é estável em extensão, passível de rotação axial (quando flexionado), fazendo com que essa articulação seja menos estável na flexão. Quanto às lesões, o estiramento dos ligamentos é uma das mais comuns nos tecidos moles do joelho, podendo ser classificado como:

1º Grau - Leve estiramento, com pequena tumefação e sem perda da estabilidade. Neste caso o ligamento permanece íntegro e após o trauma o indivíduo consegue andar. A dor acontece somente no movimento e, em alguns casos, ao toque.

2º Grau - Estiramento de cerca de 50% das fibras, presença de sinais flogísticos, com grande dificuldade de movimentos, sendo a estabilidade preservada na maioria dos casos.

3º Grau - Estiramento de cerca de 75% das fibras, com presença de hematoma acentuado e perda da estabilidade, com diástese de 10mm.

4º Grau - Ruptura ligamentar total ou avulsão, com rompimento da cápsula e possível ruptura meniscal que consiste em uma lesão grave.

Distensão do ligamento cruzado anterior (LCA)

A ruptura isolada do LCA pode acontecer, porém geralmente, é mais comum que esse ligamento seja danificado junto com outros ligamentos e/ou cornos posteriores de menisco. O mecanismo básico da lesão do LCA envolve a hiperextensão do joelho, como por exemplo, um golpe direto na parte frontal do fêmur com o pé fixo no chão. O LCA também se distende em atividades que exigem mudanças rápidas de direção como no futebol, handebol e basquete (momento da “finta” ou em freadas rápidas, arrancadas) e em esportes de salto quando não acontece uma aterrissagem firme. Durante a reabilitação deve-se evitar alongamentos agressivos dos isquiotibiais e os exercícios devem ser executados inicialmente com os joelhos ligeiramente flexionados.

Os exercícios de cadeia cinética fechada são mais indicados. O fortalecimento dos isquiotibias é de suma importância, uma vez que eles ajudam na estabilização do joelho. Atualmente a reabilitação desse tipo de lesão tem sido feita utilizando o agachamento como principal exercício, pois durante sua execução não existe forças tensionais significativas no LCA. Isso se deve em parte pela moderada ativação dos isquiotibiais que ajudam a aliviar a tensão no LCA devido ao mecanismo de co-contração (ESCAMILLA, 2001).

O interessante é que à medida que aumenta-se o ângulo de flexão de joelhos aumenta-se a contração dos isquiotibiais, fazendo com que o agachamento profundo possa ser utilizado em estágios mais avançados de recuperação. A frouxidão ligamentar do LCA lesionado pode ser controlado em exercício de cadeia cinética fechada (ECCF) mas, não em exercício de cadeia cinética aberta (ECCA) (KVIST & GILLQUIST, 2001). Durante o agachamento a maior compressão no LCA acorre nos ângulos menores que 50 graus (TOUTOUNGI et al, 2000).

Distensão do ligamento colateral medial (LCM)

Uma das lesões mais comuns no esporte. Geralmente é resultante de uma força externa direcionada ao aspecto lateral do joelho, ou seja, ocorre muitas vezes por trauma na face lateral (externa), sendo relacionada a esportes como o futebol, judô, karatê, etc. O tratamento consiste em fortalecer todos os músculos que cruzam a articulação dos joelhos (quadríceps, isquiotibiais, adutores e abdutores) isso após a interrupção do quadro álgico.

Distensão do ligamento cruzado posterior (LCP)

Distensões nesse ligamento são pouco comuns no meio esportivo e geralmente outras estruturas são afetadas. A hiperextensão do joelho é o mecanismo mais comum dessa lesão, geralmente é ocasionado por trauma direto na região anterior da parte superior da coxa. No tratamento deve-se focalizar o quadríceps, uma vez que esse músculo fortalecido tende a deslocar anteriormente a tíbia, revertendo assim o sinal de gaveta posterior. A força dos músculos posteriores da coxa deve ser estabelecida espontaneamente sem exercícios específicos.

É importante o alongamento dos isquiotibiais, mas sempre tendo os devidos cuidados para não hiperextender o joelho lesionado. O fortalecimento do quadríceps deve ser priorizado com exercícios de cadeia cinética aberta (ex: cadeira extensora), mas em fases posteriores da reabilitação os exercícios de cadeia cinética fechada como agachamentos podem ser introduzidos, porém deve-se ter cuidado com a angulação, pois à medida que aumenta-se o ângulo de flexão, aumenta-se à tensão neste ligamento, sendo seguro trabalhar em ângulos menores que 50 / 60º (ESCAMILLA, 2001).

Tendinite patelar (“joelho do saltador”)

A dor na região infrapatelar é mais comum nesse tipo de lesão, porém outros fatores podem ocasiona-la:
# Lesões da patela, como osteocondrite;
# Patela com fratura de esforço ou polo inferior alongado e proeminente;
# Hipertrofia do corpo adiposo infrapatelar;
# Bursite ou doença de Osgood-schlatter.

A tendinite patelar está associada com mais freqüência a atividades repetitivas, ela foi primeiramente descrita em atletas de salto em altura (daí o nome de joelho do saltador) mas é quase igualmente edêmica em jogadores de basquete e vôlei. Além de atividades que envolvam saltos, atividades de corrida também costumam exacerbar esse quadro. A dor da tendinite patelar normalmente é de fácil localização, e acomete geralmente o polo inferior da patela, ou mais raro, sua borda superior. No tratamento o primeiro passo é a diminuição dos sintomas, e isso deve ser feito interrompendo as atividades que causem dor.

Tratamento com gelo, medicamentos, antiinflamatórios e exercícios isométricos do quadríceps são iniciados imediatamente e continuados até que os sintomas desapareçam. Deve-se fortalecer e alongar o quadríceps e os alongamentos deve ser feito pelo menos 4 vezes por dia, ao acordar, antes e depois das atividades físicas e antes de dormir. Durante o alongamento recomenda-se um mínimo de 20 segundos de manutenção da posição por 2 ou 3 séries. Os exercícios isotônicos e com mais cargas podem ser realizados assim que os sintomas de dor tiverem cessado e não causarem dor durante a execução.

Condromalácia patelar (“joelho do corredor”)

A condromalácia patelar é uma lesão da cartilagem patelar devido a degeneração prematura com amolecimento, fibrilação e aspereza dessa estrutura, nas quais, são semelhantes às relacionadas com a osteoartrite. A condromalácia pode ocorrer devido a trauma direto com conseqüente dano condral, ou resulta de qualquer condição que interfira com os movimentos patelofemorais normais, tais como variações anatômicas anormais. Essas variações podem ser causadas pelo aumento do ângulo Q, patela alta, insuficiência do vasto medial, oblíquo e desequilíbrio articulares. Esta lesão é mais comum em mulheres (devido principalmente ao aumento do ângulo Q) e ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

A dor é descrita como profunda e localizada na região retropatelar e pode ser sentida ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se para pegar um objeto no chão. Em movimentos de flexão dos joelhos a dor é acompanhado de crepitação retropatelar facilmente audível ou sentida com a mão por cima da patela. O principal sinal para um diagnóstico consiste em mover a superfície da patela contra o fêmur. O tratamento é conservador, muito parecido com o utilizado no procedimento da tendinite. Estimular o repouso evitando atividades que provoquem a dor patelar, como correr, saltar, andar em salto alto e exercícios que promovam a flexão do joelho (ex: ciclismo e subir escadas).

A base do tratamento é constituída de exercícios que fortaleçam o quadríceps, principalmente o vasto medial oblíquo. Apesar de ser necessário o fortalecimento prioritário do VMO (vasto medial oblíquo), dificilmente essa musculatura pode ser isolada e fortalecida individualmente. Um estudo conduzido por MIRZABEIGI et al, em 1999 comparou a ativação do vasto medial oblíquo com o vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral em 9 exercícios diferentes, os pesquisadores demonstraram não haver diferenças significativas entre os músculos concluindo então que o VMO não pode ser isolado durante os exercícios.

É recomendado que se realize exercícios isométricos para o quadríceps, pois não exacerbam a dor, fortalecem e envolvem movimento mínimo da patela. Já os exercícios de flexão de joelhos, tais como agachamento são indicados, mas implicam em uma sobrecarga muito grande sobre a articulação patelofemoral e resultam em exarcebação dos sintomas (CORRIGAN & MAITLAND, 2000). Apesar da tensão patelofemoral aumentar concomitante à flexão do joelho no agachamento, devemos ter em mente que o agachamento profundo mesmo realizado com poucas repetições e muita carga é menos deletério que atividades cíclicas de longa duração, pois na verdade o maior problema da condromalácia está no alto volume dos treinos. Outro fator importante neste tipo de lesão é o fortalecimento e alongamento dos isquiotibiais, flexores do quadril e abdutores.

Lesões de meniscos

Cada um dos compartimentos laterais e mediais do joelho contém um menisco fibrocartilagíneo em forma de meia-lua e de consistência amolecida. Os meniscos ajudam a aumentar a congruência articular, estabiliza a articulação, absorve choques e limita movimentos anormais, além de ajudar na nutrição articular e na lubrificação da cartilagem. Os atletas de final de semana são os principais candidatos às lesões dos meniscos devido ao condicionamento físico inadequado. A cartilagem pode sofrer ruptura na direção horizontal ou longitudinal, sendo esta última mais comum. Quando a lesão é grande suficiente atingindo longitudinalmente desde o corno anterior até o posterior é denominada “alça de balde” e o fragmento interno pode deslocar-se e assim produzir um bloqueio articular.

Em pacientes com ampla ruptura de meniscos deve ser realizada a meniscectomia, mas quando ocorrida na inserção vascular periférica, o menisco pode ser recuperado. Geralmente o tratamento visa aumentar a força do quadríceps, dos flexores e abdutores do quadril e deve ser combinado com exercícios para alongar os isquiotibiais e panturrilhas. Existem especulações quanto à sobrecarga causada pelo agachamento a estas estruturas.

Estudos demonstram que o pico de força compressiva no agachamento profundo varia de 550 a 7928N, mas nenhum estudo consegue demonstrar o quanto às estruturas articulares e meniscos podem suportar (ESCAMILLA, 2001). A partir de observações empíricas podemos avaliar que provavelmente os meniscos suportam bem mais que isso, basta observarmos que os jogadores de voleibol (ou outros esportes de salto) dificilmente tem lesões nos meniscos mesmo tendo forças (durante os treinamentos / competições) compressivas atuando nessas estruturas bem acima das encontradas no agachamento profundo.

Terapia com frio e calor como forma de tratamento e prevenção de Lesões

Atualmente as terapias com frio e calor tem sido muito difundidas na reabilitação de lesões, sem contar que, e a terapia com frio ainda pode ser utilizada na prevenção.

Crioterapia (aplicação de gelo):

Crioterapia (crio = gelo, terapia = tratamento) é o nome que se dá ao tratamento à base de gelo, usado há muitos anos como agente terapêutico. Sua principal aplicação está no tratamento imediato de lesões no esporte, na qual serve para resfriar os tecidos profundos pela vasoconstrição, reduzindo assim as hemorragias. Atualmente a crioterapia tem sido utilizada como meio preventivo para lesões, sendo comumente usada pelos principais clubes e atletas competitivos. A somação do estresse nos tendões e estruturas articulares pode promover uma deficiência nutricional nessas regiões com conseqüente isquemia local, e a aplicação de gelo nessas regiões promove uma hipotermia, reduzindo assim os níveis metabólicos e evitando reações de hipoxia secundária, que com certeza levaria a dor e incapacidade funcional.

A hipotermia causada pelo resfriamento articular também favorece a agregação molecular de líquido sinovial aumentando assim a sua viscosidade, na qual é um dos fatores determinantes na proteção da cartilagem articular. Os principais efeitos fisiológicos da crioterapia são: Anestesia, redução da dor, redução do espasmo muscular, estimula o relaxamento, redução do metabolismo local, redução da inflamação, redução da circulação com posterior estimulação, redução do edema e quebra do ciclo dor-espasmo-dor.

Dicas para o uso do gelo:

1- Uso imediato nas contusões - reduz o edema e alivia a dor.
2- Aplicar gelo em qualquer traumatismo ou contusão. Ex: Lesões musculares (contraturas, distensões), lesões articulares (entorses, lesões nos ligamentos), tendinites, hematomas, etc.
3- É recomendado que a aplicação dure no máximo 30min, sendo que na maioria das regiões 20 min já são o suficiente.
4- Nas primeiras 24 horas das lesões mais importantes use gelo por meia hora a cada duas horas. LAING, DALLEY E KIRK (1973) relataram que uma aplicação de gelo durante 20 minutos teve um efeito de até duas horas no esfriamento de músculos profundos.
5- Evite pegar no sono enquanto aplica gelo.

Contra-indicações:

O gelo não deve ser usado em caso de redução do suprimento sanguíneo (ex: Doença vascular periférica), também é contra indicado no caso de artrite pois, aumenta a rigidez articular.

Termoterapia (aplicação de calor):

O calor terapêutico tem efeito trófico, promovendo a vasodilatação das arteríolas e capilares melhorando o metabolismo da nutrição dos tecidos, liviando a dor e aumentando a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, além de diminuir a rigidez da articulação, melhorar os espasmos musculares e aumentando a velocidade e volume circulatório do sangue. Geralmente a terapia com calor é utilizada em lesões crônicas, ao contrário do frio que é utilizado em lesões agudas.

Contra-indicações:

Não aquecer regiões do corpo que estiverem anestesiadas, edemaciadas, inflamadas, feridas com sangramento, áreas com tumores, sobre os testículos, e sobre o abdômen de gestantes.

Estalos

A articulação pode apresentar estalidos como de vácuo que, geralmente, não tem nenhum significado e são comuns em articulações com hipermobilidade. Estalidos podem ser ouvidos e sentidos em torno das articulações, conforme tendões ou ligamentos deslizam sobre proeminência óssea, mas geralmente ele não tem significado clínico. No caso de dor, os estalidos pode indicar lesão no menisco.

Considerações Importantes

# Durante o agachamento o estresse na articulação patelofemoral aumenta quando o ângulo de flexão aumenta (WALLACE et al, 2002).
# As forças compressivas são maiores no agachamento realizado com as pernas mais afastas (afastamento esse de 2 x a largura da espinha ilíaca) do que com as pernas mais próximas (pés da largura da espinha ilíaca).
# O agachamento deve ser feito de forma lenta e controlada na fase excêntrica, uma vez que esse movimento de descida feito de forma rápida e descontrolada aumenta muito as forças nas estruturas do joelho (ESCAMILLA, 2001).
# O pico de força e o estresse na articulação patelofemoral foi observada com 90 graus de flexão do joelho (WALLACE et al, 2002).
# O agachamento é considerado mais efetivo do que o leg press para o desenvolvimento muscular, porém deve ser usado cautelosamente em indivíduos com disfunções do LCP e patelofemoral, especialmente em ângulos acentuados de flexão (ESCAMILLA et al, 2001).
# A maior ativação dos músculos da coxa acontece no agachamento (KVIST & GILLQUIST, 2001).
# O vasto medial oblíquo não pode ser isolado de forma significativa durante os exercícios. (MIRZABEIGI et al, 1999). Um estudo feito por Escamilla e seus companheiros em 1998 no Instituto Americano de Medicina esportiva chegaram as seguintes conclusões:
# O agachamento gera 2 vezes mais atividade dos isquiotibiais do que o leg press e a cadeira extensora.
# A maior atividade do quadríceps acontece na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA.
# ECCA produziu maior ativação do reto femoral enquanto o ECCF produz maior ativação dos vastos.
# As forças compressivas tibiofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima extensão em ECCA.
# As compressões patelofemorais foram maiores na máxima flexão dos joelhos em ECCF e na máxima flexão e na metade da extensão em ECCA.

Conclusões

# A maioria das lesões pode ser evitada apenas utilizando medidas preventivas.
# Uma musculatura forte e com boa flexibilidade ajudam na estabilização dos joelhos e outras estruturas em geral. - Aplicação de gelo nas articulações é mais utilizada após a sessão de treino.
# A crioterapia é uma medida preventiva de grande valia e tem sido indicada por grandes treinadores e profissionais de saúde.
# A partir do entendimento dos conteúdos listados acima, podemos sugerir que a utilização de exercícios de cadeia cinética fechada são os mais indicados, principalmente o agachamento.

Além de ter uma maior ativação muscular, ele também é um exercício extremamente funcional pois, utilizamos movimentos parecidos a todo instante, por exemplo no momento de pegar um objeto no chão. Infelizmente esse excelente exercício não é bem visto por muitos “profissionais”, mas isso se deve ao fato de estarem desatualizados ou mesmo não terem domínio dos princípios que norteiam o treinamento desportivo. Com um treinamento bem elaborado, utilizando devidamente a recuperação e principalmente uma boa técnica de execução, o agachamento pode favorecer indivíduos saudáveis ou mesmo com joelhos lesionados.

Autor:Prof. Bruno Fischer - Educador FísicoMembro do Gease
Fonte:GEASE - Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercíciohttp://www.gease.pro.br/Brasília / DF

Levantadores Olímpicos Chineses Treinando



Treino de Aquecimento no Arnold Classic 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Old School Training

Treinamento Polonês de Levantamento Olímpico,pra quem gosta do treinamento da velha escola:Muito peso, exercícios básicos, multiarticulares. As máquinas só eram usadas para lapidação.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Aumente Suas Marcas No POWERLIFTING: Fortaleça a Cadeia Posterior Do Seu Corpo

Para você aumentar suas cargas no Agachamento e no Levantamento terra é imprescindível fazer um trabalho de fortalecimento da cadeia posterior do seu corpo(Isquiotibiais,Glúteos e Lombar). Quem conhece a escola West-Side sabe da prioridade dada a essa musculatura. Vou apresentar 5 exercícios pouco praticados no Brasil:Glute Ham Raise, Hiperextensão Reversa, Hip Raise, Seated Good Morning, Zercher Squat e outros dois mais difundidos: Box Squat e Hiperextensão.

1- Glute Ham Raise: Consiste em apoiar/prender a perna um pouco acima do calcanhar ou através da planta do pé como se fosse fazer uma Hiperextensão,mas ao invés de se hiperextender o tronco você irá flexionar as pernas,"puxando" todo o peso do corpo com seus isquiotibiais,os joelhos se mantêm fixos no apoio enquanto se flexiona as pernas,deve se contrair isometricamente a lombar e os músculos abdominais.Segue link com maneiras de realizar o exercício:
No hack:
http://www.youtube.com/watch?v=jsHZ_UVtsrQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=4YZL0LDZmVg
No Pulley:
http://br.youtube.com/watch?v=-vDLLj-TMWE&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=Es4YLTudHgU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=UXOBHtZrxAk&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=6O1deNJWWxQ&feature=related
Pulley Assistido:
http://br.youtube.com/watch?v=52O921InSNI&feature=related
Com assistência de um parceiro:
http://www.youtube.com/watch?v=FKcAXv_WHKA
http://www.youtube.com/watch?v=Es4YLTudHgU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=oa6Ai5ty6oY
http://www.youtube.com/watch?v=44DAxF6bneY&feature=related
Em máquinas próprias:
http://www.youtube.com/watch?v=dgLY8laPytg
http://www.youtube.com/watch?v=EYUg1zMg6CQ&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=QDV3U6ehwWE&feature=related

2-Hiperextensão Reversa:Um dos exercícios preferidosde Louis Simons.No lugar do atleta hiperextender o tronco ele move as pernas. Dica:Pense em puxar as pernas com a lombar.
Na Máquina:
http://www.youtube.com/watch?v=TTyk_7D_pQA
http://www.youtube.com/watch?v=WtbOs5-m8WU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=LwKeZFG5_HE
Na Barra Smitt:
http://www.youtube.com/watch?v=Ge4S24NV26o&feature=related
Na Swiss Ball:
http://www.youtube.com/watch?v=vwLGUUMBWFg

3- Hip Raise(Impulsão Pélvica)O vídeo é auto explicativo.
http://www.youtube.com/watch?v=34i4CUCcRsU&eurl=

4-HiperextensãoNo Banco:
http://www.youtube.com/watch?v=8UHdhLApW58
No Aparelho:
http://www.youtube.com/watch?v=LnRUYg8LiWw&feature=related
Com Pesos:
http://www.youtube.com/watch?v=Kj5G4wcAzLs&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=VjKJvvBcx_A&feature=related

5-Seated Good Mornings:É o clássico Bom-Dia mas executado sentado,pernas um pouco abertas, abaixar até o peito tocar nas coxas,manter a cabeça erguida.
http://www.youtube.com/watch?v=VbPWMs-iTR0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=fvoaZws6Bdg&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=yTNVfEuoha0&feature=related

6-Box Squat:Agachamento na caixa/banco,o quadril deve ser jogado para trás ,imaginem que estão tentando sentar em uma cadeira bem longe de você,tentem manter o tronco o mais ereto possível.
Com Bandas:
http://www.youtube.com/watch?v=QugVk20OdKY
Sem Bandas:
http://www.youtube.com/watch?v=XCDVPV1avpk&feature=related

7- Zercher Squat
http://www.youtube.com/watch?v=GcOO38q9eaM
http://www.youtube.com/watch?v=I6ntgtm2eII&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=AEaN9wQxjJE&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=iiF8ufv7FLg
http://www.youtube.com/watch?v=kW-E0DJcXRo
Variação:Zercher Deadlift
http://www.youtube.com/watch?v=nfLykbjVWcs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=GQlY6D1mwCo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=-YEy-peOZEU&feature=related

Lembrando:Um powerlifter é basicamente um hiperextensor de quadril.
Comecei a utilizar esse movimentos quando fui morar nos EUA,evoluí 44kg no meu Terra(de 180 a 224) e 30Kg no meu Agachamento(de 190 a 220) em um ano.
Tentem encaixar esses movimentos no seu treino e depois falem o resultado. Na verdade só há um resultado:Grande evolução nas cargas,principalmente para quem nunca utilizou dessa técnicas.
Abraço e bons treinos

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Carlos Mota

domingo, 21 de setembro de 2008

PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA O LEVANTAMENTO TERRA

Vários fatores participam no rendimento final de um atleta, tais como: treinamento, alimentação/suplementação, biotipo, equipamento, potencial genético, condições psico-sócio-econômicas,etc.. Como atleta você deve tentar administrar e otimizar estes fatores da melhor forma possível. O treinamento, sem dúvida, para o levantamento de peso é um dos mais importantes fatores. O levantamento terra é um exercício em que o atleta normalmente não consegue obter muita ajuda de equipamento; pelas próprias características cinesiológicas do movimento. Ao contrário do agachamento e do supino, em que o maiô e a camisa podem ajudar significativamente no total levantado. Coloquemos uma média de melhora de 20 kg para o agachamento e uns 10 para o supino. No terra é onde a força bruta e real do atleta, realmente é demonstrada. Os músculos primários usados no lev. Terra são: glúteo máximo na extensão do quadril, paravertebrais (princ/te lombares) na extensão da coluna e quadríceps femoral na extensão do joelho. Músculos secundários são: trapézio, grande dorsal, deltóide posterior, flexores do antebraço, abdominais, entre outros. A fim de resumir o programa, iremos dividir em 2 fases: off-season e pré-contest. Na fase 1 (off-season), você está longe das competições. Portanto, não precisa treinar em alta intensidade todos os treinos. Treine o terra 1x/semana, caso este exercício seja o seu ponto fraco, treine 2x/semana, mas seja cuidadoso ao periodizar o volume e intensidade dos treinos, pois a musculatura lombar demora para recuperar, e se for incluir agachamento ainda, poderá estressar esta região demais. O descanso é um fator importante na recuperação. Em relação aos exercícios auxiliares do terra, à medida que se aproxima a competição você deverá diminuir o volume de treino deles, pois a ênfase será nos 3 exercícios básicos. Também gradualmente, você irá utilizar mais exercícios auxiliares específicos. Alguns exercícios auxiliares gerais do terra: hiperextensão reversa, latpulldown (puxador), barra fixa (principalmente usando pegada supinada), remada unilateral, remada curvada, encolhimento de ombro. Alguns exercícios auxiliares específicos: hiperextensão lombar, 1ª fase do arremesso olímpico (high pulls / puxada explosiva/rápida, saindo com a barra do chão), 2ª fase do arremesso (power clean / puxada até o peito, com a barra saindo do chão); terra saindo de um plano mais alto, pisando numa tábua grossa ou num step baixo, ou então use várias anilhas pequenas ao invés de anilhas grandes, (sempre mantenha o tronco o mais vertical possível; se não conseguir, não faça); ½ terra, saindo com a barra na altura dos joelhos, no power rack. Intensidade: Você irá treinar entre 60 e 75% da carga máxima objetivada. Comece com 60% e vá aumentando 5% semanalmente, caso a qualidade de movimento não esteja boa, repita na próxima semana o percentual utilizado. Nesta fase, tente treinar parando a cada repetição, ou seja, comece a série, suba e fique com o tronco ereto, desça a barra no chão, solte o ar, inspire novamente e comece a segunda repetição. Eu sei que é bem mais difícil, se não conseguir todas as repetições, faça quantas for possível. Com o tempo, seu condicionamento vai melhorando. O alongamento ajuda a prevenir lesões, mas é um assunto controverso. O alongamento pré-treino deve ser rápido, no máximo 10 segundos em cada posição. Alguns estudos mostram diminuição de performance para treino de força, várias horas após um alongamento intenso e demorado. Se possível, separe um dia na semana, num horário longe do treino de força para alongar com calma, principalmente a região lombar e quadril. Não esqueça dos abdominais. O fortalecimento do transverso do abdômen está intimamente relacionado com diminuição de dor lombar.
Fonte Anônima