o 3 º vídeo da série dos segredos da Westside . Louie discute a forma correta no supino, bem como exercícios especiais para melhorar áreas fracas. Também mostra o treino com correntes, bandas , boards, bloqueio e um treino completo em um dia de Dynamic effort, o dia do treino de velocidade da westside barbell.
Seguem outros links: Nota de edição: A part1 abaixo está com um pequeno problema de localização, todas as outras funcionam normalmente, tentarei resolver o problema assim que possível, enquanto isso dêem preferência ao download via torrent acima, muito obrigado.
2o DVD da trilogia sobre os segredos dos três movimentos da Westside barbell, uma das maiores escolas de força/powerlifting do mundo, notadamente no agachamento e no levantamento terra.
No vídeo pode-se ver um treino completo de levantamento terra estilo westside, mostrando a maneira de executar o movimento, os muitos exercícios auxiliares, o método conjugado, o estilo convencional e o sumô e com o próprio Louie Simons discutindo as técnicas do levantamento terra, muito bom.
É redundante falar dos ótimos vídeos dessa equipe do site DieselCrew, papas do treino de pegada. Selecionei esse vídeo para exemplificar uma teoria que tenho, na verdade teoria coisíssima nenhuma, é manifestadamente prático, mas que gerou uma representação cognitiva.
Primeiramente assistam ao vídeo, depois discorrerei melhor:
Não é novidade a minha paixão pelos exercícios básicos, livres e funcionais. A pegada é um dos sustentáculos dessa filosofia, principalmente quando se transfere esses conceitos a um treino de força e aos esportes de força em particular, pois passa a se trabalhar com cargas mais elevadas a serem carregadas ou sustentadas. Por isso repito : não levantarás um peso que não consegues segurar.
Nesse vídeo eles mesclaram a força de fechamento com a de sustentação, impedindo assim a intermitência da pegada. Mas qual a vantagem e diferenciação nisso? Parece igual a qualquer outro , mas não é. Eu não sei da intenção exata deles ao fazerem o vídeo , mas ao assistí-lo pude fazer minhas análises baseado em experiências próprias.
Eu falei de representação cognitiva um pouco acima: imaginem uma represa , uma mínima fissura pode levar a sua ruptura, assim também ocorre com a pegada. Eu vou exemplificar com um dos movimentos que mais aprecio: o Farmer Walk, mas transfiram para o seu movimento favorito( terra , arremesso , barra etc..) . No Farmer Walk a pegada é fundamental e não raro acontece o fenômeno da represa do qual falei, um mínimo fraquejo na pegada leva a sua abertura total, pois os dedos, salvos raras exceções , não conseguirão sustentar a carga utilizada, notadamente pelo fato de se estar em movimento constante(ver um vídeo do movimento ao final do artigo). A pegada nesse tipo de treino pode ser incrementada com a simbiose entre fechamento e sustentação, não podendo de maneira alguma existir a intermitência na pegada, pois dessa maneira a represa se rompe.
Voltando ao vídeo: O praticante utiliza como material, conforme especificado nas legendas, um hand grip, ou gripper(ou apenas "Grip"), um strap e uma anilha. O segredo está em colocar o strap, já devidamente amarrado à anilha, entre as hastes do grip, e sustentar o peso através do fechamento total do aparelho. A menor intermitência(interrupção) no fechamento fará o peso cair, entenderam? Esse "princípio laboratorial" é o mesmo princípio dos "treinos de campo".
Outra vantagem, essa mencionada pela equipe Diesel: Ao se acrescentar peso ao strap, deverá aumentar a força do fechamento( óbvio), mas se conseguirá isso sem aumentar o nível do gripper, a progressão nesse tipo de treino é bem longeva, e ajudará o praticante quando precisar aumentar a carga em um determinado movimento mas não conseguir devido a falta de grip.
Podemos ver como um vídeo- treino aparentemente simples(e é simples) pode ter importância como fundamento em um sistema de treino mais amplo, mas isso se deve a um fato: os movimentos naturais e básicos como o levantamento terra, barra, farmer walk( o que é mais funcional que carregar algum objeto), arranque , arremesso são absurdamente simples e naturais ao ser humano, ou pelo menos deveriam ser. É uma contradição eu ter de explicá-los aqui, mas espero que um dia isso não seja mais necessário , esse é um os objetivos deste que escreve.
Como já disse em artigos anteriores o bloqueio consiste na fase final do movimento, em linguagem popular é o “travamento no final”, sem o qual o movimento não é valido. O bloqueio no agachamento se dá quando as pernas estão estendidas e estáveis.
O treino de bloqueio é feito com cargas supra máximas e além do aspecto técnico segmentar,ou seja, treinamento específico desta fase do movimento, ele capacita o praticante a se adaptar a cargas que seriam impossíveis nos demais segmentos do movimento em questão, isso se ramifica em duas conseqüências importantes: Uma é mais óbvia, o atleta se torna fisicamente apto a sustentar mais peso pelo estímulo mecânico. O outro é que o atleta quebra a barreira mental referente a cargas mais pesadas, é o efeito psicológico.
Seguem demonstrações de treino do bloqueio no agachamento, algumas variações diferentes, umas mais voltadas à sustentação propriamente dita, com mínima flexão do joelho, outras com movimento parcial do joelho e com repetições.
Sustentação pura, movimento único:
Pequena flexão,movimento único:
Mesmo que anterior, só que com suporte, cuidado para não sair do alcance dos ganchos do suporte,lembrem-se que a carga é supra:
Maior flexão, repetições múltiplas:
Utilizando a Smitt Machine, multiplas repetições e amplitude que eu considero exagerada, consistindo mais um treino de amplitude parcial de movimento do que um treino específico de lockout:
Muitos atletas utilizam esse tipo de característica do treino como base de lançamento para novas cargas a serem executadas em toda amplitude, e não restrito ao trecho segmentado. Isso se dá através do progressivo rebaixamento das travas de segurança da Power Cage (gaiola de força), e conseqüente aumento seguro da amplitude na medida em que o atleta se adapta a carga anterior, até que se atinja a amplitude desejada com a carga inicial , carga com a qual o atleta não lograva êxito na amplitude maior, esse treino eu chamo de progressão de amplitude em carga supra máxima. Claro que essa progressão é lenta e não se costuma usar a carga utilizada no treino de bloqueio puro propriamente dito.
Apresento um vídeo desenvolvido pela ótima equipe do DieselCrew, nele é mostrado uma forma de melhorar o "lockout" ou bloqueio no supino(ver penúltimo artigo ).
A técnica apresentada no vídeo consiste em realizar o supino com halteres com um elástico desempenhando uma função: A de realizar uma força de junção dos braços, de maneira que o atleta deverá se opor a essa força, separando os braços e recrutando a musculatura antagonista do movimento, dorsais, rombóide, posterior de ombro, que são grupos musculares que tem um papel preponderante no bloqueio, tanto no desempenho quanto na proteção de lesões, pois a contração dessa musculatura ajuda a proteger toda região subjacente e mantém a adução escapular, importantíssima nessa fase do movimento, mas não só, pois a adução deve ser mantida durante toda a amplitude.
Segundo o próprio vídeo indica, as bandas garantirão o envolvimento dos dorsais na fase excêntrica e concêntrica do movimento, além de ajudar a “espalhar” a barra, incrementando assim a fase de bloqueio.
Para que vocês visualizem melhor,a adução corresponde à retração dos ombros durante o movimento, como que tentando juntar as escápulas, mais rudemente eu posso dizer que é “travar ombro para trás e para dentro” ou “encaixar o ombro”. Na fase final do movimento essa retração se torna mecanicamente mais difícil e é importante ter essa musculatura forte e bem treinada.
Muitos atletas no afã de conseguir resultados e seguindo sem restrições o princípio da especificidade, terminam por somente dar prioridade aos músculos agonistas(notadamente peitoral,deltóide anterior e tríceps) e acabam por criar um desequilíbrio com o seu antagonista. Quando a cadeia antagônica está fraca, contrai prematuramente para frear o agonista, é uma medida involuntária de proteção do corpo, que termina por resultar na redução de desempenho do atleta pela retração também involuntária do movimento, prejudicando o desempenho, o que o atleta não quer. Antagonistas mais fortes são menos propensos a este mecanismo de auto proteção.
Vamos ao vídeo:
Observação importante: Manter sempre a banda esticada e sob tensão, sob pena do não aproveitamento dos princípios supracitados.
ps.Fiz uma experiência com esse exercício e percebi que pode ocorrer um plus para os atletas também na questão neural. Realmente causa grande confusão neural(e isso é bom) o fato de você ter que realizar o movimento de empurrar e ao mesmo tempo forçar o afastamento dos braços, quando o natural seria a convergência dos mesmos, claro que isso se baseia em mecanismos empíricos meus e princípios práticos e dedutivos, mas de qualquer maneira é muito interessante.
Vídeo, ou melhor, vídeo-Aula com o professor Kleber Caramello, de Brasília, que é um grande incentivador do Powerlfting brasileiro, especialista em supino e um dos maiores conhecedores da escola Metal Militia no país, orientando e ajudando muitos atletas a superarem suas marcas dividindo o seu conhecimento. Ainda é dono do site http://supino.com.br/supino.html e da marca HADES, camisas de força para supino. Nesse vídeo Caramello, que figura no Top 10 do supino brasileiro( 272,5Kg ) , demonstra a utilização de Boards no treino de supino, e finaliza com técnicas na Power hack, Power cage ou gaiola, como queiram.
Em outros artigos discorrerei melhor sobre essas técnicas, mas basicamente o uso de boards serve para que o atleta , ao utilizar cargas supra-máximas, quebre a barreira mental que o restringe à carga de costume, atribuindo uma maior confiança ao atleta ao lidar com essas cargas, treinando também as variáveis de sustentação e encaixe do peso. Além , é claro do ganho de força naquela micro-amplitude de movimento
O treino na Power Cage tem a função de treinar o lock-out, ou bloqueio , que é o final do movimento em que os braços estão estendidos, bem como também a sustentação da carga.
As barras de segurança da gaiola dão confiança ao atleta ao trabalhar com cargas elevadas, além de escolher a amplitude que quer impor ao movimento.
Vocês também podem observar o professor e atleta Caramello utilizando a técnica da “Ponte”, mas porquê utilizá-la? No Supino competitivo os atletas fazem de tudo para que a barra percorra a menor distância possível, por isso se utiliza a ponte, que é o arqueamento das costas, em que o atleta fica apenas com a parte superior das costas( trapézio) e os glúteos(apoiados ou só encostados, a depender das regras) em contato com o banco, com isso a barra percorre uma menor distância até bater no corpo do atleta e oferece uma alavanca mais favorável.
Outra técnica utilizada pelo Caramello no vídeo é o “ Arco ” (arco da barra, não do atleta, não confundir com a ponte), em que o atleta não desce a barra diretamente ao peito, de forma perpendicular ao plano horizontal, mas na verdade a barra faz literalmente um arco e vai tocar abaixo do osso externo, o objetivo é, novamente, diminuir a distância percorrida pela barra e também envolver mais o tríceps no movimento com os cotovelos voltados um pouco mais para dentro, pois no Powerlifting o objetivo do Supino não é isolar o peitoral ou qualquer outro músculo, o objetivo é procurar alavancas mais favoráveis que possibilitem aumentar as cargas.
No vídeo a seguir podemos ver o atleta Gilberto Silva, que tem a maior marca do supino nacional com 320 Kg , utilizar algumas dessas técnicas na obtenção dessa marca e utilizando a camida de força Hades:
O Gilberto merecerá um artigo a parte no blog, pois é certo que ainda esse ano atingirá a marca de 330 Kg .
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